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Condenação do ex-governador do DF José Roberto Arruda é mantida

A pedido do Ministério Público, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça manteve a condenação do ex-governador do DF, José Roberto Arruda e outros três réus por corrupção de testemunha, no âmbito da operação Caixa de Pandora.


A pena foi fixada em cinco anos e vinte dias de prisão em regime semiaberto.

Na decisão, os magistrados reconheceram que Arruda "agiu com interesses escusos com o fim de ludibriar o Poder Judiciário".


De acordo com a denúncia, em 2010, interlocutores do executivo procuraram o jornalista Edson Sombra, testemunha do inquérito e ofereceram 200 mil reais para ele afirmar falsamente à Polícia Federal que os fatos da Operação Caixa de Pandora haviam sido criados por Durval Barbosa para prejudicar o ex-governador.


Ainda segundo o MP, sob ordens de Arruda, o dinheiro foi entregue à Sombra no mesmo ano na Torteria Di Lorenza, no Sudoeste, pelo então conselheiro do Metrô-DF, Antônio Bento da Silva.


A ação foi gravada e monitorada pela PF.

Além de Arruda e Antônio Bento, o ex-deputado Distrital Geraldo Naves e Rodrigo Diniz Arantes também foram condenados.


Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, "as provas dos fatos são irrefutáveis".