• marcossantosband22

Brasília 60 anos: Juscelino Kubitschek

Segundo capítulo da série de reportagens da TV Band em homenagem à capital

É impossível falar de Brasília sem lembrar de Juscelino Kubitschek. Mas o Presidente Bossa Nova morreu amargurado. Ele foi cassado pela ditadura, impedido de concorrer a cargos públicos e mal visto pelos militares na cidade que idealizou.


De acordo com André Kubitschek, bisneto de Juscelino o próprio fundador da cidade não podia visitar Brasília e o que ele fazia era entrar em caminhões escondido e vinha aqui a noite, pra fazer um tour na própria cidade que construiu.


“Eu tenho saudades de Brasília, sabe. Passei 10 anos sem vê-la porque as crises que se sucederam ao brasil não me permitiram, não me deram ambiente para voltar a Brasília.


Juscelino é mineiro aqui de diamantina, a 700 km de Brasília. A cidade onde ele viveu até os 17 anos, ainda guarda muitas lembranças de seu filho mais ilustre. e assim como a capital do país, é patrimônio cultural da humanidade.


As ruas de pedra, os casarões coloniais, as igrejas centenárias, tudo bem preservado. São testemunho de três séculos de história. o nome da cidade é o reconhecimento por ter sido o maior centro produtor de diamantes do brasil. Mas é a memória do ex-presidente que os diamantinenses conservam até hoje como o maior tesouro: O casarão onde JK nasceu na rua direita, o seminário onde ele começou os estudos, a igreja do batizado....


Foi na casa na rua São Francisco que Juscelino passou boa parte da infância e também da adolescência . Treze dias antes de morrer, pediu ao amigo Serafim que comprasse a casa.


Mesmo sem o Presidente, Serafim levou a adiante a missão. e transformou o imóvel num museu. o visitante pode ver o pequeno quarto onde JK dormia na infância. a cozinha com o fogão à lenha estampa numa das paredes a receita de frango com quiabo. O mobiliário da casa, os retratos nas paredes.... é uma viagem no tempo.


Diamantina é recheada de histórias de JK. Peixe vivo era a música sempre associada ao ex-presidente e mudar o repertório poderia ser arriscado. Foi o que aconteceu quando recebeu Milton nascimento no seminário onde estudou.


“Então o Presidente pediu para eles fazerem uma homenagem aos padres que estavam ali. e o Juscelino chegou perto do Milton e falou assim: canta para os padres uma homenagem. Mas menos o peixe vivo, que toda hora cantava. e aí o que eles foram cantar? O beco do mota que é uma homenagem a zona, ao baixo meretrício de Diamantina. o Juscelino ficou todo sem graça, ele falou assim: Vamos embora que eu não sei onde colocar minha cara.”


Durante a ditadura Brasília era uma cidade proibida para JK. A única vez que tentou chegar de avião foi obrigado a voltar.


André diz que o pai não podia sequer pisar na capital “Quando ele estava sobrevoando Brasília, ele e um piloto num avião pequeno e houve um problema com o avião que tinha de fazer um pouso de emergência. e ao pedir ao aeroporto de brasília para aterrissar, e ao ficarem sabendo que estava dentro do avião, não deixaram ele pousar aqui.”


Foi quando o ex-presidente JK encontrou uma forma de ficar perto de Brasília. Há 80 km da capital ele comprou em 1972 uma fazenda no município goiano de Luziânia.


Henrique diz que ele queria um lugar para olhar Brasília mesmo que fosse à distância. “Ao entardecer ele sobe no morro onde tem uma capela, que ele rezava a ave maria às 6 horas e nesse morro ele podia ver as luzes do filho que ele não viu crescer.”


No local, além do cruzeiro, tem uma capela, projetada por Oscar Niemeyer, em homenagem a mãe de Juscelino. O pai de antônio Henrique comprou a fazenda de dona sara, 8 anos após a morte de Juscelino. Hoje, ele e a mulher Rosana, cuidam da propriedade que foi transformada num museu. O projeto da casa é de Oscar Niemeyer. Ele procurou manter o padrão dos casarões em Minas Gerais, mas com inovações que só mesmo o gênio da arquitetura poderia ousar.


Na época Rosana adorou o local “Ficou muito lindo porque ele não colocou janelas, ele colocou portas e vidro, para que a gente possa apreciar o jardim. Então o casal Juscelino e dona Sara, levantavam de manhã, com essa visão belíssima da paisagem e do lago.”


A casa tem uma sala de jogos, com a maleta de poker, a sala de estar com três ambientes, incluindo uma biblioteca com 1.800 livros.

A lembrança de Juscelino está em cada canto desta capital sessentona. Mas vive na memória de pessoas como Serafim, André, Antônio e Rosana. Para André Kubitschek foi a maior epopeia do século passado, a construção da capital.


“Muitas vezes nós íamos a um restaurante, estávamos num restaurante uma musiquinha em cima, mas não tinha lugar para dançar, aí ele falava pro garçom, arreda aquela mesa que nós vamos dançar.”


Você vai ver na reportagem de amanhã, o Catetinho, o palácio de tábuas onde viveu Juscelino antes da construção do Alvorada e os projetos de urbanismo que disputaram a construção de Brasília.


6 visualizações

SBS Q.02 Lote 03 Bloco Q Edifício João Carlos Saad
Brasília-DF - 70070-120

Contato

Trabalhe aqui

Fale Conosco

Comercial

Anuncie on-line

Anuncie na TV

© Band Brasília • Todos os direitos reservados  •  Criado por Win7.com.br

Ao vivo